Dez anos.
Uma década inteira cabe entre estas duas imagens.
À primeira vista, mudam os rostos, mudam os corpos, mudam os tempos. Uns partiram, outros chegaram, poucos resistiram ao passar dos anos. Mas há algo que permanece intacto, invisível e poderoso: a alma dos Ceifeiros de Cuba.
Este grupo não é feito apenas de vozes é feito de memória, de herança e de coragem. Coragem para continuar quando o mundo muda, quando o tempo avança sem pedir licença. Coragem para aceitar que ninguém é eterno, mas que a tradição pode ser. Cada geração que passa deixa sementes na seguinte, e é isso que aqui se vê: um grupo que soube envelhecer com dignidade e, ao mesmo tempo, rejuvenescer com esperança.
Os Ceifeiros enfrentam o tempo cara a cara. Não o negam, não o temem. Transformam-no em aliado. Onde antes havia experiência, hoje há juventude; onde havia passado, há futuro. E entre ambos, uma ponte feita de cante, de respeito e de identidade.
Manter acesa a chama não é apenas uma missão é um compromisso com quem veio antes e com quem virá depois. Enquanto houver alguém disposto a vestir esta camisola, a entoar estas modas e a sentir este orgulho, os Ceifeiros de Cuba continuarão vivos.
Porque o tempo passa.
A essência fica.
Obrigado Tiago e Florêncio!